Striatobalanus amaryllis Darwin, 1854
 
Filo Arthropoda
Subfilo Crustacea
Classe Maxillopoda
Subclasse Cirripedia
Ordem Thoracica
Subordem Balanomorpha
Família Archaeobalanidae  

 
 

Descrição

 
 

Habitat

Ocorre desde a franja do infralitoral até profundidades de 500 metros, em ambientes estuarinos e oceânicos.
 

Alimentação

Assim como todas as espécies de Cirripedia, S. amaryllis é suspensívora, alimentando-se de partículas suspensas na coluna d'água.
 

Reprodução

Todas as espécies pertencentes a Ordem Thoracica são hermafroditas. A fecundação é cruzada, favorecida pelo grande número de indivíduos localizados próximos uns aos outros. Os espermatozóides são depositados logo nos primeiros cirros do outro indivíduos, utilizando um longo pênis, onde devem perfurar o ovissaco para alcançarem os óvulos. Depois da fertilização, há formação de ovos que dão origem à larvas planctotróficas, denominadas náuplios. Estas larvas passam por seis estágios larvais até se fixarem e se tornarem adultos.
 

Distribuição

A distribuição original de S. amaryllis era restrita ao Oceano Índico e oeste do Oceano Pacífico, mas foi registrada  no Brasil em 1987 e atualmente ocorre na região Nordeste (PI, PE e BA). Até o momento esta é a única referência de ocorrência dessa espécie para o litoral Sul do país.
 

Mecanismos de introdução

Os vetores mais prováveis são bioincrustação em embarcações e equipamentos de pesca, água de lastro e maricultura.
 

Impactos

S. amaryllis pode excluir competitivamente espécies nativas.
 

Registros de invasões mundiais





                                                                             Baía de Paranaguá, PR


Referências

Farrapeira-Assunção CM (1990) Ocorrência de Chirona (Striatobalanus) amaryllis Darwin, 1854 e de Balanus reticulatus Utinomi, 1967 (Cirripedia, Balanomorpha) no Estado de Pernambuco. In: Resumos do XVII Congresso Brasileiro de Zooologia, p: 7

Young PS (1987) Taxonomia e Distribuição da Subclasse Cirripedia no Atlântico Sul Ocidental. Doutorado em Ciências Biológicas (Zoologia), Universidade de São Paulo, 315 pp.


Young PS (1989) Establishment of an Indo-Pacific barnacle in Brazil. Crustaceana 56(2): 212-214.

Young PS (1994) The Balanoidea (Cirripedia) from the Brazilian coast. Boletim do Museu Nacional, Série Zoologia 356: 1-36.

Young PS (1995) New interpretations of South American patterns of barnacle distribution. In: Schram FR and Hoeg JT (eds.)New Frontiers in Barnacle Evolution. AA Balkema, Leiden, p. 229-253

Young PS (1998)  Maxillopoda. Thecostraca.  In: Young PS (ed.)  Catalogue of Crustacea of Brazil.  Rio de Janeiro: Museu Nacional (Série Livros n. 6), p. 263-285



 

última atualização: setembro/2005


























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