Amphibalanus amphitrite (Darwin, 1854)
 
Filo Arthropoda
Subfilo Crustacea
Classe Maxillopoda
Subclasse Cirripedia
Ordem Thoracica
Subordem Balanomorpha
Família Balanidae

 

Descrição

A. amphitrite possui listras roxas verticais na carapaça e 12 a 13 dentes no labrum. O tamanho máximo do adulto geralmente não ultrapassa 19 mm.
 

Habitat

Esta espécie é encontrada geralmente em altas densidades, fixa sobre substratos consolidados, em regiões entremarés.  Muito comum também em substratos artificiais.
 

Alimentação

Assim como todas as espécies de Cirripedia, A. amphitrite é suspensívora, alimentando-se de partículas suspensas na coluna d'água.
 

Reprodução

Todas as espécies pertencentes a Ordem Thoracica são hermafroditas. A fecundação é cruzada, favorecida pelo grande número de indivíduos localizados próximos uns aos outros. Os espermatozóides são depositados logo nos primeiros cirros do outro indivíduos, utilizando um longo pênis, onde devem perfurar o ovissaco para alcançarem os óvulos. Depois da fertilização, há formação de ovos que dão origem à larvas planctotróficas, denominadas náuplios. Estas larvas passam por seis estágios larvais até se fixarem e se tornarem adultos.
 

Distribuição

Espécie cosmopolita, foi introduzida no Atlântico sul ocidental há muito tempo, ocorrendo atualmente em toda a costa brasileira (AP-RS).
 

Mecanismos de introdução

Os vetores envolvidos são bioincrustação em embarcações e equipamentos de pesca, água de lastro e maricultura.

Impactos

A. amphitrite pode excluir competitivamente espécies nativas de cracas.
 

Registros de invasões mundiais

Califórnia (1938), Flórida (1975) e Havaí (1913

 

Baía de Paranaguá, PR


Referências

Apolinário M (2002) Cracas invasoras no litoral brasileiro. Ciência Hoje 32(188): 44-49

Young P S (1995) New interpretations of South American patterns of barnacle distribution. In: Schram FR and Hoeg TJ (eds.) New frontiers in barnacle evolution. AA Balkema, Leiden, p. 229-253

Young PS (1998)  Maxillopoda. Thecostraca.  In: Young PS (ed.)  Catalogue of Crustacea of Brazil.  Rio de Janeiro: Museu Nacional (Série Livros n. 6), p. 263-285

última atualização: setembro/2005


























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