|
O Brasil é um dos seis países em desenvolvimento escolhidos
para participar do Programa GloBallast. O Porto de Sepetiba,
no Estado do Rio de Janeiro, é a sede do Programa no país,
coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).
O Ponto Focal Nacional do Programa é a Secretaria de
Qualidade Ambiental dos Assentamentos Humanos, do MMA,
auxiliado pela Gestão Integrada dos Ambientes Costeiros e
Marinhos (GERCON), por um Assistente Técnico contratado pela
IMO e por uma “Força-Tarefa Nacional”, que integra as
instituições: Agência Nacional de Vigilância Sanitária,
Companhia Docas do Rio de Janeiro, Diretoria de Portos e
Costas, Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente,
Agência Nacional de Transportes, IBAMA, Instituto de Estudos
do Mar Almirante Paulo Moreira, PETROBRAS, Jardim Botânico
do Rio de Janeiro, Universidade Estadual Norte Fluminense,
Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade Federal
Rural do Rio de Janeiro, Universidade Santa Úrsula, ONGs e
representações da área de transportes marítimos.
O Plano de Trabalho Nacional inclui diversas
atividades, entre elas:
(1) Avaliação do risco relacionado à água de lastro
a) avaliação de risco da água de lastro na região portuária, que
inclui análise dos padrões de navegação, identificação dos
portos de origem de onde a água de lastro é importada,
quantidade de água descarregada, entre outros.
(2) Levantamentos da biodiversidade na área de influência do
porto
a) a caracterização da biota sob influência das atividades do
Porto de Sepetiba foi realizada em duas etapas:
sistematização de dados preexistentes e realização de coleta
de dados primários para preencher as lacunas identificadas
na primeira etapa do trabalho. Os resultados obtidos na
etapa inicial podem ser consultados em Villac et al., 2004.
(3) Educação e conscientização
a) implementação de um Plano de Comunicação, que inclui
atividades de produção e distribuição de material de
divulgação, como documentários, informativos semestrais e
artigos sobre água de lastro e espécies introduzidas;
b) manutenção de página na Internet do Programa
GloBallast no Brasil;
c) preparação de vídeos ou CD-ROM sobre o gerenciamento de água
de lastro visando a educação a bordo.
(4) Medidas de gestão de água de lastro
a) treinamento e capacitação de funcionários do porto e
marítimos, além de pessoal de diversas instituições
brasileiras;
b) assistência para elaboração de leis e regulamentos e
estabelecimento de um sistema legal nacional que atenda as
recomendações da IMO;
c) amostragem da água de lastro.
(5) Cooperação regional
a) estabelecimento de uma "Força-Tarefa Regional" na América do
Sul, de modo a incrementar a mobilização, a cooperação
regional e a eventual reprodução dos locais de demonstração
na região, objetivando assim a assimilação da experiência
obtida no Porto de Sepetiba, por parte dos países
sul-americanos.
(6) Conformidade, monitoramento e efetivação
a) fornecimento de equipamentos de amostragem de água de lastro
aos países-piloto e treinamento do pessoal envolvido no uso
para o monitoramento e a efetivação dos procedimentos do
Sistema de conformidade, monitoramento e efetivação - CME.
b) apoio a cada país durante a implementação do sistema de CME, o
que poderá incluir sistemas de comunicação e informação
navio-porto, sistemas de vigilância e inspeção,
armazenamento de registros e criação de banco de dados.
(7) Mecanismos de autofinanciamentos
a) é esperado que cada país destine verbas e recursos próprios
para a realização de suas atividades complementares. Um
exemplo é o projeto ALARME: Água de Lastro: Análise de
Risco, Plano de Manejo e Monitoramento de Espécies Exóticas
no Porto de Paranaguá, da Universidade Federal do Paraná –
UFPR, apoiado pelo MMA.
Referências
Leal Neto A C and Jablonski S (2002)
Atividades do Programa GloBallast no Brasil, 2ª ed. pp
21-24. Rio de Janeiro, CTTMar/Univali
Leal Neto AC and Jablonski S (2004) O
Programa GloBallast no Brasil. In: Água de Lastro e
Bioinvasão, pp 11-20. Editora Interciência. Rio de Janeiro,
RJ
McConnell M (2002) GloBallast Legislative
Review – Final Report.
GloBallast Monograph Series n° 1. IMO,
Londres
Villac MC, Fernandez FC, Jablonsky S, Leal
Neto AC and Coutinho BH (2004) Biota da área de Influência
do Porto de Sepetiba, Rio de Janeiro, Brasil: Levantamento
de dados pretéritos. Ministério do Meio Ambiente, Brasília,
79 pp
http://mma.gov.br/aguadelastro
última atualização: setembro/2005 |